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Walmir Amaral

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WALMIR AMARAL

Quando criança, no bairro do Meier, Rio de Janeiro, onde nasceu em dezembro de 1939, Walmir Amaral de Oliveira desenhava histórias na calçada de casa, e quando as pessoas passavam, ele contava as histórias, demonstrando talento para a narrativa.

Walmir Amaral é célebre por seu trabalho na Rio Gráfica Editora entre os anos 1950 e 1990, com destaque para as HQs do Fantasma, Cavaleiro Negro, O Anjo e Texas Kid, não apenas desenhando, mas também escrevendo os roteiros. Walmir foi um dos mentores de uma revista antológica da RGE, o Gibi Semanal, igualmente realizando o desenho e o texto das histórias.

Desenhando desde a infância, Walmir começou profissionalmente aos 17 anos, na Rio Gráfica Editora, que pertencia ao jornal O Globo, de Roberto Marinho, de quem ele ficou amigo e negociava salários diretamente.

Na RGE, começou como assistente de arte, mas por iniciativa própria resolveu criar uma história do Cavaleiro Negro de dez páginas, e logo passou também a desenhar capas e quadrinhos para a editora. Os revólveres, pistolas e rifles dos cowboys dos quadrinhos o impressionaram, tanto que ele se tornou um conhecido colecionador de armas.

Walmir se tornou um dos poucos desenhistas da América do Sul autorizado a desenhar e criar argumentos para as histórias do Fantasma e Mandrake, personagens mitológicos de Lee Falk, para quem Walmir Amaral foi o grande ilustrador brasileiro, o criador de centenas de capas para O Fantasma. De todas as capas produzidas por Walmir uma é histórica, a que tem fundo branco, para a edição de capa dura do “Casamento do Fantasma”.  O criador do Espírito-Que-Anda, Lee Falk, em visita ao País, chegou a autografar um exemplar desenhado pelo brasileiro.

Em meados dos anos 1960, Walmir Amaral começou a escrever e desenhar a revista do personagem radiofônico O Anjo, antes desenhado por Flávio Colin. Walmir, adaptou inicialmente os imensos roteiros escritos para os programas de rádio, escritos por Álvaro Aguiar, também ator que vivia o personagem-título. Mas logo, Walmir passou a criar as próprias aventuras, e tratou de deixar Álvaro mais bonito, no desenho.

As histórias do Fantasma produzidas por Walmir foram publicadas na Suécia, pois havia um intercâmbio com as histórias que os suecos produziam; inicialmente, eram poucas as histórias suecas, depois, com a redução de pessoal da redação do Fantasma do norte da Europa, outras histórias apareceram em nossas revistas, vindas da Holanda, Bélgica e Dinamarca.

Walmir sempre apreciou ilustrar as histórias do Fantasma, porque o personagem possibilitava um universo fantástico de ambientação, ora na selva outras na cidade, e os temas ligados à magia também eram muito bem aceitos.

Também na RGE fez capas para Flash Gordon, Cowboy, Kripta, Mandrake, Cavaleiro Fantasma, Águia Negra e dezenas de outros personagens. Mas são históricas as suas capas do Gibi Semanal.

Em meados dos anos 1960, Walmir foi o autor de uma série de edições de O Vingador, um faroeste publicado pela Editora Outubro, depois muitas vezes reprisado pela Editora Taika. O artista colaborou nos anos 1970, com a paulistana editora Saber, fazendo capas e quadrinhos de O Fantasma, porém, sem assinar, atuando ao lado de Sonia Hirsch, diretora da empresa.

Na década de 1990, Walmir Amaral passou a produzir material didático para a escola de línguas CCAA.

No ano de 1997, Walmir Amaral recebeu o troféu Angelo Agostini, como Mestre dos Quadrinhos Brasileiros. Dez anos depois, Walmir voltaria a circular por São Paulo, realizando um episódio da versão em quadrinhos de Noite na Taverna, para a Editora Ática e um episódio, em 2013, para o álbum Zumbis e Outras Criaturas das Trevas, da Editora Kalaco.

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