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José Lanzellotti

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O ARTISTA DO DESENHO JOSÉ LANZELLOTTI

por Jussara Lanzellotti

José Lanzellotti, filho de Bartholomeu Lanzellotti e Filomena Lanzellotti, nasceu em 21 de julho de 1926, na cidade de São Paulo - Capital. Viajou por todo o Brasil em pesquisa folclóricas e das raízes culturais do nosso povo. Em 1949, fez parte da expedição Roncador Xingu, com os irmãos Villas-Bôas, de onde resultaram vários trabalhos de análise e documentação de cultura indígena. É autor de diversos livros sobre o assunto de etnologia.

Sua vida e sua obra de desenhista, pintor, escultor, cenógrafo, figurinista de teatro e companhias cinematográficas e televisão, foram amplamente divulgadas em extensa reportagem na revista Manchete, em 12/06/71, sendo cognominado de " Debret Nacional do Século XX". Pág. 90 a 94 (nº 999 da Manchete)

Seu nome consta nos melhores dicionários de artistas plásticos, assim como: Dicionário do MEC em 4 volumes, Dicionário de Roberto Pontual, Dicionário de P.M. Bardi, Mestres da ilustração de Jayme Cortez, The World Encyclopedia of Comic de Maurice Horn, 1977. Historia de Los Comics - fascículo 44 - texto de Álvaro de Moya - Tautain Editores, 1982. Enciclopédia dos Quadrinhos - Goida - L&PM Pocket Editores.

Dentre suas realizações podemos mencionar:

Índios e Arte Indígena, documentário de etnologia com 150 desenhos em cores;

O roteiro do filme Canta Brasil (desenho animado);

O Este Abandonado; documentário da vida cabocla desenhada em cores, com 100 pranchas;

Trajes Típicos do Brasil, documentário em cores, com 120 pranchas;

Antologia ilustrada do Folclore Brasileiro, com 640 desenhos em preto e branco.

Ilustrou o Atlas de Educação Moral e Cívica do Ministério da Educação e Cultura, ministro Jarbas Passarinho.

Lanzellotti se apresentou ao público, em exposição organizada em São Paulo pelo escritor Afonso Schmidt que, encantado com os desenhos, definiu o valor dos trabalhos de Lanzellotti numa frase: "Ele é o Debret do Século XX." Tal como Debret, sua obra tem valor artístico, histórico, etnológico e folclórico.

Suas pranchas foram divulgadas em luxuoso álbum patrocinado pelo Conselho Estadual de Cultura de São Paulo.

Expôs os seus desenhos e documentários na antiga galeria Lotis Seavers, de São Paulo.

Foi também um pioneiro da história em quadrinhos em nosso país, tendo criado o personagem Raimundo, o Cangaceiro, que acabou sendo transformado em figura mitológica no sertão, a ponto de Vitalino reproduzi-lo em bonequinhos de barro que se vendiam rapidamente na feira popular de Caruaru, Pernambuco.

Participou em abril /2000 da exposição Senhores da Terra, no Museu Histórico e Pedagógico India Vanuire, de Tupã.

José Lanzellotti morreu assassinado em sua residência em São Paulo, em 12 de junho de 1992.

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