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Harvey Kurtzman

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Nascido na cidade de Nova York, em 3 de outubro de 1924, Harvey Kurtzman cursou a High School of Music and Art e fez curso de Arte na escola Cooper Union.
Em 1945, ele criou Black Venus, uma tira sobre uma aviadora, e desenhou The Black Bull para a editora Prize. Durante esse período, ele também criou e desenhou Silver Linings e Hey Look para o New York Herald Tribune, duas séries inusitadas que saíam no suplemento dominical desse jornal. Naquele ano, ele ingressou na editora Timely, para quem vendia seus cartuns e tiras de humor, incluindo Hey Look.
Em 1950, Kurtzman entrou para a EC Comics e contribuiu com histórias inovadoras de ficção científica para a linha de publicações New Trend da editora. Poucos meses depois, ele passou a editar os quadrinhos militares e de guerra como Two-Fisted Tales e Frontline Combat. Escrevia, desenhava e fazia os layouts que eram finalizados por artistas como Jack Davis e Wally Wood.
Em 1952, Harvey criou a Mad, uma inédita união de irreverência e humor que parodiava filmes, comerciais de TV e a vida cotidiana. Foi um sucesso instantâneo e ela se manteve como uma das principais publicações americanas até os dias de hoje.
Em 1955, Harvey deixou a Mad e juntou-se à Playboy Publishing Company para lançar a revista Trump, uma publicação luxuosa, uma versão mais chique da Mad, que fazia um formato de humor mais sofisticado e trazia alguns dos mais talentosos redatores e artistas. Foi um fracasso comercial, e Hugh Hefner, seu proprietário, encerrou a revista depois de apenas duas edições. 
Depois disso, como líder de um grupo de artistas, publicou Humbug. A revista de humor em preto-e-branco, que custava 15 centavos, durou onze números. Foi muito saudada pelos profissionais que elogiavam os textos e a edição de Kurtzman. Entretanto, o humor inteligente não foi o suficiente para garantir seu sucesso financeiro.
Harvey, então, foi para a editora de Jim Warren como associado na publicação de Help! e Public Gallery. Nessas revistas introduziu uma nova geração de cartunistas do underground como Jay Lynch, Bob Crumb e Gilbert Shelton.
Enquanto isso, em parceria com o ilustrador Will Elder, Harvey criou, roteirizou e fez os layouts de Little Annie Fanny, que eles ofereceram a Playboy. Na época, foi uma total novidade porque seus originais eram em cores pintadas à mão. Rumores diziam que eles recebiam 4 mil dólares por página! Na edição de outubro de 1962, a Playboy começou a publicar a série como seção regular.
A partir de 1970, Harvey produziu material satírico para a Bijou, uma revista de quadrinhos underground.  Ele também produziu quatro livros de bolso com material original e publicou Jungle Book, que continha quatro histórias originais.
Em meados dos anos 1970, Harvey começou a lecionar na School of Visual Arts de Nova York. Em 1980, produziu Betsy’s Buddies, uma tira de humor, e tinha como assistente Sarah Downs, uma de suas alunas. Mais tarde, publicou Nuts, uma revista de humor em formato brochura, que teve vida curta.
Em 1988, Harvey escreveu My Life as Cartoonist, e em 1991 Harvey Kurtzman’s Strange Adventures, ambos livros de memórias.
Harvey faleceu em 1993 em sua residência em Mount Vermont, no Estado de Nova York. 

 

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