Produtos

Diário Vagulino Desenho das Quebradas

DIÁRIO VAGULINO – DESENHOS DAS QUEBRADAS — João Pinheiro

A coleção de esboços urbanos de João Pinheiro exprime graficamente determinadas regiões da grande metrópole paulistana, e essa representação da urbe pode ser replicada às regiões periféricas de outras, talvez de todas, grandes metrópoles. Nesse sentido, a arte de João Pinheiro é universal, afeita à poética visual da harmonia desarrumada e pobre, materialmente, das ruas. Os retratos instantâneos dos espaços urbanos realizados por João Pinheiro, com caneta diretamente sobre o papel, mostram um artista consciente de sua função social e com um domínio técnico sobrenatural de perspectiva, volume e proporções. 

 

       

 

 

Preço: R$ 39,90
Nº de páginas: 64
Formato: 21x28

 

LIVRO REÚNE RETRATOS ILUSTRADOS DE REGIÕES PERIFÉRICAS PAULISTANAS

Uma parte da arte espantosa de João Pinheiro, feita de retratos da urbe de São Paulo, está reunida no volume Diário Vagulino — Desenhos das Quebradas, que acaba de ser editado.

João Pinheiro é um artista gráfico com um currículo respeitável, que inclui a quadrinização de autores literários diversos, obras e biografias, entre eles, Jack Kerouac, Bukowski, Machado de Assis e Carolina Maria de Jesus. 

No exercício de sua função de ilustrador, João Pinheiro descobriu um talento único para representar os espaços periféricos da metrópole paulistana em desenhos descarnados, esboços urbanos na mais profunda e realista concepção, retratos realizados diretamente com caneta sobre papel. O artista mostra um domínio técnico sobrenatural de perspectiva, volume e proporções — a beleza poética das composições não é imaginada, ela está lá, nas ruas e nos detalhes da urbe, mas ficaria invisível aos nossos olhos, não fosse a capacidade de João Pinheiro, consciente de seu papel social, em lhe dar relevo.

A vivência de João Pinheiro nas “quebradas” da cidade de São Paulo, nas braçadas que deu durante a vida, e que continua dando, na fermentação do caldo de cultura presente na periferia paulistana resultou numa arte única, ao mesmo tempo sutil e pujante, fácil de sentir e de emocionar, e difícil de comparar, de encontrar qualquer paralelo, mesmo distante, no nosso universo gráfico/artístico.